Existe momento certo de parar de dirigir na terceira idade?

Dirigir na terceira idade

Será que existe um momento ideal para deixar de dirigir na terceira idade? A resposta é: depende das condições do motorista. Isso porque, mais do que zelar pela própria segurança, o motorista precisa ser responsável e atento para trafegar em vias repletas de ciclistas, motociclistas e pedestres.

Conforme a idade avança, algumas habilidades começam a ficar comprometidas, influenciando a performance do idoso a dirigir e realizar determinadas atividades. Por este motivo, é importante que os motoristas da terceira idade façam os acompanhamentos necessários para que possam guiar com toda a atenção necessária.

Para muitos aposentados, dirigir na terceira idade é sinônimo de liberdade e autonomia. Sem ter que depender dos motoristas de aplicativos ou dos transportes públicos, tira o carro da garagem e se desloca para suas consultas, faz compras no supermercado, leva os netos para passear e até viaja para longas distâncias.

Ao mesmo tempo, há os idosos que determinam o seu próprio limite de idade para se sentar no banco motorista. Por não ter mais paciência para enfrentar o trânsito dirigindo, por perceber o comprometimentos de algumas capacidades ou por não apresentar condições financeiras para manter um carro em casa, preferem recorrer aos aplicativos, à carona de familiares e amigos ou fazer a carteirinha do idoso para usufruir das gratuidades dos transportes públicos e rodoviários.

Dirigir na terceira idade: quais os cuidados?

Até os 64 anos de idade, os motoristas precisam renovar a habilitação a cada cinco anos, conforme leis estabelecidas no país. A partir dos 65 anos esse processo passa a ser feito a cada três anos.

Outro ponto interessante é que não existe idade limite para se tirar a primeira habilitação. Por isso, os idosos podem, sim, procurar uma autoescola, fazer os exames necessários e começar a sair por aí usufruindo da liberdade de dirigir por curtas ou longas distâncias.

De uma forma geral, os médicos avaliam três importantes funções das pessoas que desejam dirigir:

Função sensório perceptiva: capacidade de enxergar perfeitamente e de ouvir os sons ao redor, além de ter a percepção a respeito de posição e deslocamento do corpo no ambiente.

Função cognitiva: uso do raciocínio para tomar decisões e realizar ações com mais assertividade e autonomia.

Função motora: capacidade de realizar os movimentos certos no veículo, como segurar e manusear o volante e pisar nos pedais de freio, acelerador e embreagem.

É importante lembrar que outras questões são avaliadas pelos médicos na hora de renovar a habilitação. O diagnóstico de algumas doenças, juntamente com suas sequelas, e o uso contínuo de medicamentos pode levar o motorista a renovar a carteira em períodos diferenciados e/ou ser avaliados por outros profissionais.

Uma vez que o mundo está caminhando para lidar com uma parcela cada vez maior de idosos, as montadoras há tempos vêm pensando em oferecer mais conforto para os motoristas mais velhos. Retrovisores maiores, direção hidráulica e câmbio automático são alguns recursos que podem facilitar o dia a dia de quem não abre não de dirigir na terceira idade.

A família também pode influenciar na decisão sobre deixar de dirigir na terceira idade, observando atentamente a capacidade que o idoso apresenta de guiar o veículo. Mas é importante saber respeitar a vontade do motorista e ouvir as opiniões dos médicos e especialistas.

Como dissemos, para muitos idosos dirigir significa liberdade e tirar este direito de maneira involuntária e sem embasamento pode fazer o motorista se sentir incapaz e triste, abrindo portas para distúrbios emocionais como a depressão.

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